e quando nada está bem você lê Nietzsche e escuta Joy Division.
não encontra soluções e as páginas vai virando,
passa a noite se virando no lençol áspero.
levanta e deixa a jarra de água do seu lado na cama.
senta e abraça as pernas com os braços
apóia o queixo no joelho
aperta os dentes tentando digerir a angústia.
as horas passam e o sono não chega.
pega o telefone e pensa em ligar,
melhor é desligar.
amanhece e o relógio avisa que é hora de ir trabalhar.
até respira aliviado,
8 horas de ocupação mental antes de voltar pra tortura noturna em seu quarto.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
e eu sei que na solidão da noite você deprime no seu quarto ouvindo depeche mode.
reprimindo desejos
murmurando segredos
relembrando salivas.
sei que no parapeito da sua janela seus pés já se puseram e pisaram nas cinzas do
meu cigarro.
e eu sei que estou na sua memória
lembrar de mim te deixa insone.
você toma meu leite quente e dorme.
ensaio desligar o som, mas não quero que você acorde.
reprimindo desejos
murmurando segredos
relembrando salivas.
sei que no parapeito da sua janela seus pés já se puseram e pisaram nas cinzas do
meu cigarro.
e eu sei que estou na sua memória
lembrar de mim te deixa insone.
você toma meu leite quente e dorme.
ensaio desligar o som, mas não quero que você acorde.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Um metro e cinquenta e cinco de sol II
Volte logo!
Dê um telefonema, mande um telegrama ou simplesmente apareça.
Que vou tratar de deixar a casa com cheirinho de jasmim e fazer café fresquinho pra quando tu chegares.
Não esqueça: traga aquela broa, aproveitar que não foi à toa.
Vou apressar o tempo, vou te trazer pelo vento.
Vou te viver e vamos recordar.
E, mesmo quando o cansaço nos pegar, vamos matar a saudade antes que ela tente nos matar.
Sabemos que às vezes é necessário se cortar pra depois nascer inteiro, como floresceu depois disso nossa amizade. E, o que era uma flor de margarida murcha, agora perfuma meu astral e enfeita o meu quintal.
Mesmo eu te querendo sempre por perto, tu és a amiga de longe que sempre lembro e faz falta.
Pode o cinza me acompanhar ou posso me sentir chuvosa, mas sei que tens o dom de trazer-me o sol.
Obrigada sempre por me trazer "um metro e cinquenta e cinco de sol"!
Não gosto de toda essa distância, mas gosto de ti.
De ti, gosto de ti!
Dê um telefonema, mande um telegrama ou simplesmente apareça.
Que vou tratar de deixar a casa com cheirinho de jasmim e fazer café fresquinho pra quando tu chegares.
Não esqueça: traga aquela broa, aproveitar que não foi à toa.
Vou apressar o tempo, vou te trazer pelo vento.
Vou te viver e vamos recordar.
E, mesmo quando o cansaço nos pegar, vamos matar a saudade antes que ela tente nos matar.
Sabemos que às vezes é necessário se cortar pra depois nascer inteiro, como floresceu depois disso nossa amizade. E, o que era uma flor de margarida murcha, agora perfuma meu astral e enfeita o meu quintal.
Mesmo eu te querendo sempre por perto, tu és a amiga de longe que sempre lembro e faz falta.
Pode o cinza me acompanhar ou posso me sentir chuvosa, mas sei que tens o dom de trazer-me o sol.
Obrigada sempre por me trazer "um metro e cinquenta e cinco de sol"!
Não gosto de toda essa distância, mas gosto de ti.
De ti, gosto de ti!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Pirâmide de Maslow.
E, enquanto caminhavam, ela comentava sobre a pirâmide de Maslow.
Ele nunca havia comido marshmallow em pirâmide, mas gostou da idéia.
Fisiologia ele achava relevante, mas o que era "homeostase"? Deve ser alguma proteína, a palavra não lhe inspirava confiança. Mas e se fosse algo bom? Mesmo assim, melhor não arriscar.
Segurança era importante, mas como contrataria um? Ah, esse outro tipo de segurança? Sim, é importante.
Amor e relacionamento ele julgava ter e dizia-se feliz.
Estima: não admitia, mas realmente sua auto-estima não era automática.
Realização pessoal: veja só... Como corre atrás, como batalha.
Divagou sobre Maslow, foi devagar pra casa, desenhou uma pirâmide, arrumou suas prioridades e chamou-a pra comer marshmallow.
Ele nunca havia comido marshmallow em pirâmide, mas gostou da idéia.
Fisiologia ele achava relevante, mas o que era "homeostase"? Deve ser alguma proteína, a palavra não lhe inspirava confiança. Mas e se fosse algo bom? Mesmo assim, melhor não arriscar.
Segurança era importante, mas como contrataria um? Ah, esse outro tipo de segurança? Sim, é importante.
Amor e relacionamento ele julgava ter e dizia-se feliz.
Estima: não admitia, mas realmente sua auto-estima não era automática.
Realização pessoal: veja só... Como corre atrás, como batalha.
Divagou sobre Maslow, foi devagar pra casa, desenhou uma pirâmide, arrumou suas prioridades e chamou-a pra comer marshmallow.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Um metro e cinquenta e cinco de sol.
Pois é, o cinza me acompanhou...
Mas vejo teu sol domingo, espero.
Te ver é tão bom sempre.
E é verdade que o sol brilhou,
hoje já deu saudade e choveu muito.
Mas vejo teu sol domingo, espero.
Te ver é tão bom sempre.
E é verdade que o sol brilhou,
hoje já deu saudade e choveu muito.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Enzo
Acordei com os sentimentos pesados, com os olhos pesados e com a cabeça mais ainda.
Como diria Enzo: "e, se bem me lembro, sonhei com corvos".
Ontem foi a última corrida do Enzo, tinha adiado, mas fiquei ali assistindo nos boxes.
Correr na chuva era sua predileção, fui eu quem molhou a pista pra sua última corrida.
Hoje eu mesma molhei a pista pra minha última corrida nesse GP, quanta ironia...
Não tinha visto a bandeira listrada, tinha óleo na pista.
Ainda vou aprender, vou saber "a arte de correr na chuva".
Como diria Enzo: "e, se bem me lembro, sonhei com corvos".
Ontem foi a última corrida do Enzo, tinha adiado, mas fiquei ali assistindo nos boxes.
Correr na chuva era sua predileção, fui eu quem molhou a pista pra sua última corrida.
Hoje eu mesma molhei a pista pra minha última corrida nesse GP, quanta ironia...
Não tinha visto a bandeira listrada, tinha óleo na pista.
Ainda vou aprender, vou saber "a arte de correr na chuva".
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Carlota
Carlota tinha mais horas de experiência do que o pipoqueiro com 15 anos de profissão, mesmo no auge de seus 19 anos.
Corria pelas ruas sujas buscando limpar a alma, por vezes até mesmo se esconde nas esquinas e olha os carros passarem e isso embaralha sua mente.
Pega carona com pessoas enigmáticas pra somente ter que se preocupar em descobrir o que a pessoa traz consigo, o medo até esquece no deslizar das palavras.
Tem um caderninho, com balões coloridos estampados na capa que guarda na bolsa.
As pessoas mais interessantes eram anotadas em sua versão, assim como a idéia de vida que ela acha correta e divertida.
Quando entra no prédio que mora com os pais e os dois irmãos mais novos é vista como uma moça suja perante as donzelas recatadas que ali também vivem (ou vegetam numa idéia proposta).
Pouco se importa e retoca o batom rosa-choque no espelho do elevador, as donzelas assustam-se e a sua rebeldia gargalha insanamente.
A rotina não era sua amiga, dificilmente visitavam-se.
Naquele dia saiu despretensiosa com seu tênis e vestido laranja sem mangas.
Parou na sinaleira e entrou no carro azul que lhe propôs carona.
Estava tocando um CD da Cássia Eller ela olhou ele nos olhos.
Foi com ele para casa, que também tornou sua casa, amou e começou a gostar de contar as horas pra sair do trabalho que ele tinha arrumado pra ela e os minutos pra ele chegar em casa.
E até hoje ela mora naquele abraço.
Corria pelas ruas sujas buscando limpar a alma, por vezes até mesmo se esconde nas esquinas e olha os carros passarem e isso embaralha sua mente.
Pega carona com pessoas enigmáticas pra somente ter que se preocupar em descobrir o que a pessoa traz consigo, o medo até esquece no deslizar das palavras.
Tem um caderninho, com balões coloridos estampados na capa que guarda na bolsa.
As pessoas mais interessantes eram anotadas em sua versão, assim como a idéia de vida que ela acha correta e divertida.
Quando entra no prédio que mora com os pais e os dois irmãos mais novos é vista como uma moça suja perante as donzelas recatadas que ali também vivem (ou vegetam numa idéia proposta).
Pouco se importa e retoca o batom rosa-choque no espelho do elevador, as donzelas assustam-se e a sua rebeldia gargalha insanamente.
A rotina não era sua amiga, dificilmente visitavam-se.
Naquele dia saiu despretensiosa com seu tênis e vestido laranja sem mangas.
Parou na sinaleira e entrou no carro azul que lhe propôs carona.
Estava tocando um CD da Cássia Eller ela olhou ele nos olhos.
Foi com ele para casa, que também tornou sua casa, amou e começou a gostar de contar as horas pra sair do trabalho que ele tinha arrumado pra ela e os minutos pra ele chegar em casa.
E até hoje ela mora naquele abraço.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Corra
Corra,
Chegue lá,
Afogue-se.
Engula mais água, afogue-se...
Volte,
Pegue ar, sinta os pulmões encherem de ar.
Ria da situação...
Pegue-me pela mão, vamos rolar pelo chão.
Avance,
Corra mais,
Chegue devagar.
Molhe os pés,
Sinta o corpo emergir,
Afogue-se menos.
Respire mais, respire muito.
Ria infinitamente.
Corra, mas volte,
Volte logo!
Chegue lá,
Afogue-se.
Engula mais água, afogue-se...
Volte,
Pegue ar, sinta os pulmões encherem de ar.
Ria da situação...
Pegue-me pela mão, vamos rolar pelo chão.
Avance,
Corra mais,
Chegue devagar.
Molhe os pés,
Sinta o corpo emergir,
Afogue-se menos.
Respire mais, respire muito.
Ria infinitamente.
Corra, mas volte,
Volte logo!
E as luzes continuam acesas.
Ventava muito naquela avenida em que andávamos pela madrugada.
Você insistia em me provocar e afastava os cabelos do meu rosto pra contemplar minha ira.
Fomos ásperos, rimos e seguimos num descompasso alcoólico enquanto os carros passavam e as luzes continuam acesas tentando iluminar nossa caminhada.
E meu chaveiro foi a única testemunha da nossa fraqueza insana...
Você insistia em me provocar e afastava os cabelos do meu rosto pra contemplar minha ira.
Fomos ásperos, rimos e seguimos num descompasso alcoólico enquanto os carros passavam e as luzes continuam acesas tentando iluminar nossa caminhada.
E meu chaveiro foi a única testemunha da nossa fraqueza insana...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Bom dia, vida!
Eu acordo de manhã e tropeço na minha vida.
Todo dia ela tá ali berrando, não consigo escapar.
E acho que tô desperdiçando essa vida.
Amanhã não vou esquecer de dar bom dia à ela quando eu acordar!
Todo dia ela tá ali berrando, não consigo escapar.
E acho que tô desperdiçando essa vida.
Amanhã não vou esquecer de dar bom dia à ela quando eu acordar!
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"Não tenha medo: nem tudo tem explicação. Há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul. O coração sempre arrasa a razão, o que é preciso ninguém precisa explicar. O mundo é muito grande pra quem anda de avião, pra quem anda sem destino ele cabe na palma da mão. O coração sempre arrasa a razão, o que não tem explicação ninguém precisa explicar. O sol ainda se levanta no meio de tanta confusão, no meio da madrugada ele ilumina o japão. O coração nunca cansa da canção, o que tá escrito na canção ninguem prescisa aceitar."
