Bebia pra comemorar, pra esquecer e bebia também pra que alguma coisa acontecesse.
Não fugia... Da bebida, é claro.
Ligara embriagado naquela noite, atendera no primeiro toque.
Trocaram juras de amor, amanheceram juntos, não conseguiram se amar.
Seguiram rindo da tolice.
Inesperadamente contaram de seus passados, que ainda os machucava.
Enquanto contavam os olhos não se encontravam, uma vergonha, um desabafo.
Enquanto o tempo passava as garrafas se amontoavam vazias.
E o mundo acordava para eles irem dormir.
Xingavam policias e a paisagem foi feita pros dois.
Mais uma garrafa, uma inútil garrafa, uma sensação ruim...
E ela chegou em casa feliz de estar com ele, triste de ele ter que partir.
E ele? Ela não sabia o exatamente o que ele pensava.
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Quero partir de mim.
Quero partir de mim.
E a casa ainda está cheia de lembranças em branco.
Ainda faltavam dois capítulos quando você me deixou.
Por tantas vezes eu ensaiei em te deixar, mas nunca publiquei esse pensamento insano.
Eu sinto tanto, eu sinto demais, eu não me sinto sem você.
Não levou o xampu do banheiro e a loção pós-barba eu vejo quando o abro o armário.
Seu cheiro ainda ecoa no silêncio.
E a torneira que você foi embora sem consertar ainda pinga, me fazendo escutar os pingos e chorar a ausência.
E eu, que tanto reclamei, agora sobra espaço no guarda-roupa.
E os me livros sobram na estante, e haviam tantos a serem lidos.
E não tenho mais bolachas de manteiga no armário, nem cream cheese na geladeira, nunca mais tomei suco de caju.
Não me irritei mais em assistir jogos de futebol, eles se tornaram companheiros do meu sofrer.
Você não abria mais a porta pra mim e nem fechava as janelas,
Você não me dava bom dia e nem dizia mais que me amava.
Falta você aqui na cama dividindo meu espaço, não tem mais os batimentos de seu coração pra embalar meu sono nas noites de insônia.
Falta o que sonhamos, falta você escrevendo a minha vida.
E a casa ainda está cheia de lembranças em branco.
Ainda faltavam dois capítulos quando você me deixou.
Por tantas vezes eu ensaiei em te deixar, mas nunca publiquei esse pensamento insano.
Eu sinto tanto, eu sinto demais, eu não me sinto sem você.
Não levou o xampu do banheiro e a loção pós-barba eu vejo quando o abro o armário.
Seu cheiro ainda ecoa no silêncio.
E a torneira que você foi embora sem consertar ainda pinga, me fazendo escutar os pingos e chorar a ausência.
E eu, que tanto reclamei, agora sobra espaço no guarda-roupa.
E os me livros sobram na estante, e haviam tantos a serem lidos.
E não tenho mais bolachas de manteiga no armário, nem cream cheese na geladeira, nunca mais tomei suco de caju.
Não me irritei mais em assistir jogos de futebol, eles se tornaram companheiros do meu sofrer.
Você não abria mais a porta pra mim e nem fechava as janelas,
Você não me dava bom dia e nem dizia mais que me amava.
Falta você aqui na cama dividindo meu espaço, não tem mais os batimentos de seu coração pra embalar meu sono nas noites de insônia.
Falta o que sonhamos, falta você escrevendo a minha vida.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Abraço estático.
Foram aqueles pensamentos que vieram de abraços estáticos...
Sim, foram eles.
Não me deixaram regenerar o coração, não deixaram estabilizar a pressão, não calcei os sapatos e nem fui pra rua.
Comi sushi e lembrei de ti... Disk-entrega de soluções e carros ultrapassando o sinal vermelho.
Tudo e nada acontecendo ao mesmo tempo, segundos mais tarde também.
Esbarrei no vaso e chorei abraçada às pétalas de margarida espalhadas no piso de madeira.
Todo o tempo de saudades bonitas e poses solitárias em fotos ensaiadas.
E a campainha toca, é você me envolvendo com mais um abraço estático.
Sim, foram eles.
Não me deixaram regenerar o coração, não deixaram estabilizar a pressão, não calcei os sapatos e nem fui pra rua.
Comi sushi e lembrei de ti... Disk-entrega de soluções e carros ultrapassando o sinal vermelho.
Tudo e nada acontecendo ao mesmo tempo, segundos mais tarde também.
Esbarrei no vaso e chorei abraçada às pétalas de margarida espalhadas no piso de madeira.
Todo o tempo de saudades bonitas e poses solitárias em fotos ensaiadas.
E a campainha toca, é você me envolvendo com mais um abraço estático.
domingo, 19 de abril de 2009
Descobri...
Descobri
Cobri
Ri
Soluço
Solução
Ação
Coração
Respiração
Aspirar
Suspirar
Ar
Janela
Tela
Compasso
Laço
Abraço
Mergulho
Saída
Ida
Descobri...
Cobri
Ri
Soluço
Solução
Ação
Coração
Respiração
Aspirar
Suspirar
Ar
Janela
Tela
Compasso
Laço
Abraço
Mergulho
Saída
Ida
Descobri...
sábado, 18 de abril de 2009
Passagem datada
Acendi um cigarro e fui pra sacada.
Via o mar dançar quando as gostas da chuva se juntavam a ele.
Meus pensamentos não acompanham a velocidade do mar agitado.
Estava entorpecida.
Uma tragada e uma lembrança não planejada de uma história sem final feliz.
Tentei fechar os olhos e só sentir a brisa gelada.
Uma sensação de enjôo acompanhou uma tontura.
Um medo de não pegar o ônibus certo e a passagem já está datada.
Copiei o atalho dos passos que julgava certo.
E saí... Sem levar a chave pra abrir a porta novamente.
Via o mar dançar quando as gostas da chuva se juntavam a ele.
Meus pensamentos não acompanham a velocidade do mar agitado.
Estava entorpecida.
Uma tragada e uma lembrança não planejada de uma história sem final feliz.
Tentei fechar os olhos e só sentir a brisa gelada.
Uma sensação de enjôo acompanhou uma tontura.
Um medo de não pegar o ônibus certo e a passagem já está datada.
Copiei o atalho dos passos que julgava certo.
E saí... Sem levar a chave pra abrir a porta novamente.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Priscila
Priscila era o tipo de mulher que comprava flores pra colocar na sala de seu pequeno apartamento quarto e sala.
Só usava sapatos pretos e um perfume para cada dia da semana.
Uma aliança de noivado na mão direita e uma foto dela e do noivo no porta-retato de madeira.
Cozinhava sempre aos sábados e domingos.
Sempre macarrão, sempre bife, sempre arroz, sempre, sempre, sempre...
Cabia em uma mão a quantidade de homens que haviam passado pela sua vida.
Foram poucos, foram intensos, foram marcantes.
Mas ela amava seu noivo, era fiel, era só dele.
Escrevia cartas de amor e gastava seu batom rosado nos beijos que dava a ele.
Tudo corria bem... Tudo era bom.
Domingos às vezes iam ao cinema, às vezes caminhavam, mas nunca se separavam.
Tudo era como tinha que ser, até que deixou uma nova pessoa entrar na sua vida.
Até que um gole de gim correspondia a um beijo.
Até que um domingo sozinha seria o começo do fim, adeus ao compromisso.
E Priscila descobriu que andar sem direção era bom, ainda mais sem pensar no futuro.
Só usava sapatos pretos e um perfume para cada dia da semana.
Uma aliança de noivado na mão direita e uma foto dela e do noivo no porta-retato de madeira.
Cozinhava sempre aos sábados e domingos.
Sempre macarrão, sempre bife, sempre arroz, sempre, sempre, sempre...
Cabia em uma mão a quantidade de homens que haviam passado pela sua vida.
Foram poucos, foram intensos, foram marcantes.
Mas ela amava seu noivo, era fiel, era só dele.
Escrevia cartas de amor e gastava seu batom rosado nos beijos que dava a ele.
Tudo corria bem... Tudo era bom.
Domingos às vezes iam ao cinema, às vezes caminhavam, mas nunca se separavam.
Tudo era como tinha que ser, até que deixou uma nova pessoa entrar na sua vida.
Até que um gole de gim correspondia a um beijo.
Até que um domingo sozinha seria o começo do fim, adeus ao compromisso.
E Priscila descobriu que andar sem direção era bom, ainda mais sem pensar no futuro.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Dá mais um abraço?
Ela: Quero um abraço.
Ele a abraça.
Ela: Dá mais um abraço?
Ele a abraça de novo.
Ela: Agora faz carinho até eu dormir?
Ele: Faço!
Ela: Só queria isso hoje...
Ele: E você vai viciar pra tirar depois?
Ela: E quem disse que eu vou te deixar ir embora?
Ele: Você disse que só queria hoje...
Ela: Quero hoje o seu carinho. Amanhã te quero dando beijo,fazendo sexo, cozinhando pra mim, tomando banho, me vivendo... Entendeu?
Ele: Assim pode ser.
Ela: Só não pode enjoar logo.
Ele: Você é que não pode me deixar enjoar.
Ela: Traga suas bagagens e coloque o seu aquário na estante, do lado dos meus livros.
Ele: Cuidado, sou um cara que já sofreu muito.
Ela: Pessoas sofridas são perigosas, porque elas sabem que podem sobreviver.
Ele: Sem você eu não teria sobrevivido. Obrigada por ter aberto o meu bote salva-vidas e jogado fora depois de me salvar, eu nem gostava da cor dele mesmo...
Ela: Vou te ensinar a nadar, mas só pra vir até mim.
Ele: Não precisa... Não vou me perder de você, já te encontrei.
Ele a abraça.
Ela: Dá mais um abraço?
Ele a abraça de novo.
Ela: Agora faz carinho até eu dormir?
Ele: Faço!
Ela: Só queria isso hoje...
Ele: E você vai viciar pra tirar depois?
Ela: E quem disse que eu vou te deixar ir embora?
Ele: Você disse que só queria hoje...
Ela: Quero hoje o seu carinho. Amanhã te quero dando beijo,fazendo sexo, cozinhando pra mim, tomando banho, me vivendo... Entendeu?
Ele: Assim pode ser.
Ela: Só não pode enjoar logo.
Ele: Você é que não pode me deixar enjoar.
Ela: Traga suas bagagens e coloque o seu aquário na estante, do lado dos meus livros.
Ele: Cuidado, sou um cara que já sofreu muito.
Ela: Pessoas sofridas são perigosas, porque elas sabem que podem sobreviver.
Ele: Sem você eu não teria sobrevivido. Obrigada por ter aberto o meu bote salva-vidas e jogado fora depois de me salvar, eu nem gostava da cor dele mesmo...
Ela: Vou te ensinar a nadar, mas só pra vir até mim.
Ele: Não precisa... Não vou me perder de você, já te encontrei.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Fui seu bem.
Na noite quente meu coração gela quando você chega e me diz que encontrou outro alguém.
Esse alguém que também te faz bem, eu não te faço mais bem... Eu já fui seu bem.
Não chorei, sorri por não saber me conter.
Você estranhou eu não querer falar sobre o que houve, eu estranhei você achar que havia explicação.
Corri no espelho e analisei ali horas a minha cara, o que acontecera?
Nenhum despertador tocara pra me acordar desse sonho ruim.
Os cacos do meu coração escorreram pelo ralo enquanto eu sentei embaixo do chuveiro
tentando limpar a sensação de estar suja.
O café quente não aquecia o sentimento e nem o refrigerante congelara aquela sensação... Chorei, chorei muito, chorei mais e me descabelei!
Não desci pelo elevador na manhã seguinte, não fui pela escada...
Fiquei ali, fugi de mim!
Esse alguém que também te faz bem, eu não te faço mais bem... Eu já fui seu bem.
Não chorei, sorri por não saber me conter.
Você estranhou eu não querer falar sobre o que houve, eu estranhei você achar que havia explicação.
Corri no espelho e analisei ali horas a minha cara, o que acontecera?
Nenhum despertador tocara pra me acordar desse sonho ruim.
Os cacos do meu coração escorreram pelo ralo enquanto eu sentei embaixo do chuveiro
tentando limpar a sensação de estar suja.
O café quente não aquecia o sentimento e nem o refrigerante congelara aquela sensação... Chorei, chorei muito, chorei mais e me descabelei!
Não desci pelo elevador na manhã seguinte, não fui pela escada...
Fiquei ali, fugi de mim!
segunda-feira, 2 de março de 2009
Donzela real.
Não cubro com folhas os dias de sol, sinto os olhos arderem.
Copio o livro pra vida real, desço correndo a escada e escorrego no corrimão.
Visito o Willy Wonka e não volto pelo elevador, vou caminhando no calor que asfixia.
“Caminhando, cantando e seguindo a canção”, no mp4 uma seleção variada.
Não levo doces pra vovozinha e tampouco salvo gatinhos presos em árvores.
Plena, paquero o cara da moto azul.
Escorrego um sorriso no tropeço e sigo sem fazer boas ações.
Mocinhas não fumam cigarros, e nem paqueram caras de motos.
Desculpe... Sou real.
Copio o livro pra vida real, desço correndo a escada e escorrego no corrimão.
Visito o Willy Wonka e não volto pelo elevador, vou caminhando no calor que asfixia.
“Caminhando, cantando e seguindo a canção”, no mp4 uma seleção variada.
Não levo doces pra vovozinha e tampouco salvo gatinhos presos em árvores.
Plena, paquero o cara da moto azul.
Escorrego um sorriso no tropeço e sigo sem fazer boas ações.
Mocinhas não fumam cigarros, e nem paqueram caras de motos.
Desculpe... Sou real.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Filme.
Uma história delicada, divertida e empolgante sobre duas amigas sapecas que, apesar de se conhecerem por muitos anos, conseguem superar os limites da amizade e se aproximarem cada dia mais.
Elas vão a festas juntas, conhecem caras mentirosos e motoristas de meia idade, passam horas fofocando sentadas em um posto de gasolina comendo amendoim e garantem grandes gargalhadas.
O lado emocionante é possível encontrar nas cenas de companheirismo que há gestos simples de amizade, além das vezes em que choram juntas.
Elas têm uma vida social agitada e muitos amigos que fazem com que se torne ainda mais divertido os dias dessas duas garotas espoletas que esbanjam vivacidade.
A deliciosa trilha sonora passa por Latino, Thalia, Julieta Venegas, Odair José, Oswaldo Montenegro, Los Redonditos, Shakira, pérolas do sertanejo universitário, e outros artistas memoráveis.
Emoção, demonstrações de afeto e muita emoção... Eu recomendo!
Em cartaz todos os dias da minha vida.
Elas vão a festas juntas, conhecem caras mentirosos e motoristas de meia idade, passam horas fofocando sentadas em um posto de gasolina comendo amendoim e garantem grandes gargalhadas.
O lado emocionante é possível encontrar nas cenas de companheirismo que há gestos simples de amizade, além das vezes em que choram juntas.
Elas têm uma vida social agitada e muitos amigos que fazem com que se torne ainda mais divertido os dias dessas duas garotas espoletas que esbanjam vivacidade.
A deliciosa trilha sonora passa por Latino, Thalia, Julieta Venegas, Odair José, Oswaldo Montenegro, Los Redonditos, Shakira, pérolas do sertanejo universitário, e outros artistas memoráveis.
Emoção, demonstrações de afeto e muita emoção... Eu recomendo!
Em cartaz todos os dias da minha vida.
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"Não tenha medo: nem tudo tem explicação. Há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul. O coração sempre arrasa a razão, o que é preciso ninguém precisa explicar. O mundo é muito grande pra quem anda de avião, pra quem anda sem destino ele cabe na palma da mão. O coração sempre arrasa a razão, o que não tem explicação ninguém precisa explicar. O sol ainda se levanta no meio de tanta confusão, no meio da madrugada ele ilumina o japão. O coração nunca cansa da canção, o que tá escrito na canção ninguem precisa aceitar."
