quarta-feira, 29 de julho de 2009

"Let it be, let it be..."

Senti a faca nas costas,
Senti o chão abrir.
Sou psicologicamente fraca pra suportar:
Será que estava certo?
Puxa, passei tanto tempo errando então...
Arranque meu escudo, exponha meus medos.
Deixe-me sumir com o buraco que se abre no chão, finque a faca de vez.
Não deu tempo,
Já me afoguei nessas lágrimas.

"Let it be, let it be..."

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ah! Que cílios.

Quando eu penso em você eu olhos tuas fotos,
e descubro porque me permito te relembrar.
São teus cílios.
Cílios que escondem teus olhos amendoados,
pequenos que tão pouco me trasmitem.
Nas fotos seus cílios são tão insignificantes...
Já disse que adoro teus cílios?
Eu os adoro.
Tens tantas outras relevantes qualidades,
mas seus cílios...
Ah!
Que cílios.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vou te decodificar.

Vou pensando, me encolhendo.
Vou te seguindo, vou me relembrando.
Estou tomando toda a garrafa de vinho sozinha,
Derrubo meio copo na minha dor.
Bebo todo o seu copo.
E todos meus sentimentos estão girando;
Vou te decodificar.
Tchau! Fui me encontrar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Acendi um cigarro e fui pra sacada.

Acendi um cigarro e fui pra sacada.
Via o mar dançar quando as gotas da chuva se juntavam a ele.
Meus pensamentos não acompanham a velocidade do mar agitado.
Estava entorpecida.
Uma tragada e uma lembrança não planejada de uma história sem final feliz.
Tentei fechar os olhos e só sentir a brisa gelada.
Uma sensação de enjôo acompanhou uma tontura.
Um medo de não pegar o ônibus certo e a passagem já está datada.
Copiei o atalho dos passos que julgava certo.
E saí... Sem levar a chave pra abrir a porta novamente.
Cheguei na rodoviária e...
"Atenção senhores passageiros com destino à...”

sábado, 13 de junho de 2009

Um coração pequeno
um sentimento grande
um café frio na xícara
e você na minha cama
levante e abra as janelas
bom dia, sol.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Meu beija-flor.

É que eu não te perguntei, porque eu só senti!
Incomodam-me as perguntas que não tem respostas.
Irredutíveis perguntas sem repostas que tentam me ensinar.
E os dias que vão passando sem responder.
Os dias são como hóstia, não tem gosto.
Hóstia com vinho pra desfocar o que me aflige.
Mas meu beija-flor não tem parada certa.
Sei que não se suga inteiro pra que não morra.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Explicando

Sabe, é que eu teimo insistindo freneticamente em tentar me explicar em tudo.
Perturbando e dificultando.
E quando eu tento me explicar, eu fico me explicando complicando insanamente.
Eu fico atrapalhada na busca de explicação, fico pequena.
Por que me explicar o motivo de eu explicar?
Eu não devo ter explicado pra mim o motivo de eu me explicar.
Ou será que eu não entendi a explicação?
Não me explico direito porque ninguém é perfeito, muito menos eu.
Há sempre um jeito simples de simplificar
Só que o simples às vezes é tão complicado de se explicar
De tanto me explicar eu me complico
Há coisas sem explicação, mas, mesmo assim, eu explico.
Explicar o inexplicável e descomplicar o complicado. Árduas tarefas.
Na minha cabeça sobram barras de espaço, sobram linhas e faltam explicações.
Sempre há palavras, e nem sempre explicação.
Se explicar é a forma de se entender: Se mais me explico, mais me complico.
Eu não entendi, não expliquei e não consigo te dizer.
Entendeu?

terça-feira, 9 de junho de 2009

A minha mente.

A minha mente
que mente
sente
gira
pede
sonha
confia
implora
cria
copia
justifica
pensa
entristece
ama
A minha mente
que é contínua
desregrada
chorosa
maldosa
neurótica
paranóica
sistemática
cuidadosa
despretensiosa
inocente
suja
nonsense
a minha mente que vaga
a minha mente que murmura
a minha mente que busca ajuda e que se julga independente.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Está tão tremido e escuro.

É que às vezes as coisas ficam assim... Meio tremidas.
E consequentemente ficam escuras, e é normal tatear em busca de respostas.
E, mesmo tateando, as respostas bailam na cabeça sem serem concretas.
Até temos alguém do nosso lado, mas tudo ainda está tão tremido e escuro... Não é possível identificar quem é.
Até que esse alguém diz: "Calma, vou acender tua luz!”.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Páginas da nossa história.

Agora eu sentei aqui no sofá e peguei um livro pra terminar, mas seu cheiro tem tirado a minha concentração.
Fecho os olhos e lembro dos teus que me fazem viajar e eu sequer sei pra onde.
Esconde-se tanta coisa e, teus lábios, tuas palavras...
Vou jogando a cabeça pra trás e deixando os pensamentos irem te encontrar.
Hoje foi um dia difícil pra nós, colamos trechos da nossa história e apagamos muita coisa que foi escrita errada.
Um aperto no peito durante toda nossa conversa... Senti vontade de chorar e explodir tudo que eu sentia e eu nem sabia o que era, mas me controlei.
Agora choro baixinho aqui, baby... Estou molhando as páginas da nossa história.
"Não tenha medo: nem tudo tem explicação. Há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul. O coração sempre arrasa a razão, o que é preciso ninguém precisa explicar. O mundo é muito grande pra quem anda de avião, pra quem anda sem destino ele cabe na palma da mão. O coração sempre arrasa a razão, o que não tem explicação ninguém precisa explicar. O sol ainda se levanta no meio de tanta confusão, no meio da madrugada ele ilumina o japão. O coração nunca cansa da canção, o que tá escrito na canção ninguem precisa aceitar."